segunda-feira, 22 de abril de 2013

Das coisas que não existem


Google - sem informação de autoria

as flores dentro do livro, eu sei 
elas não existem

nem a fotografia: mulher nua, de joelhos
a cor dos olhos como uma ideia 
e bastava - você a tinha inteira

ríamos do copo e da maçaneta
do peso da louça sobre a superfície
as coisas quebram, você dizia

eu ria, eu também inexistia
quando caminhava entre seus pelos
repetindo aquelas doces mentiras

6 comentários:

António Eduardo Lico disse...

Bela poesia.

Assis Freitas disse...

o peso, a superfície, a inexistência: tudo converge para uma fotografia esmaecida de sinais: mas que pulula,


beijo/cheiro poetinha

dani carrara disse...

dani D.

do lado de cás
cada dia mais impressionada com tua sensibilidade.

ps. eu, que ando, assim, sem eira nem beira. e com problemas de existÊncias. digo: "eu ria, eu também inexistia" - que lIndo isso.

Germano Xavier disse...

"Mentiras sinceras me interessam..."

Mateus Medina disse...

Me ocorreu o mesmo trecho que ao Germano, sem querer imitar, mas foi o que veio à cabeça...

Mentiras sinceras (às vezes) interessam.

bjos

Vais disse...

Ei, Dani,
tudo tão bonito aqui
levo com prazer uma sombra um silêncio ou uma espuma
sua poesia seu poetar
beijos, moça

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