terça-feira, 16 de abril de 2013

A porta

Imagem: V. Camargo Junior

sobre o telhado
ao lado dos cacos
repousa uma porta

são restos, ruínas 
que não entendo

penso nas noites 
diluídas entre casas
nos versos 
consumidos por ausências
nas crenças
grafitadas sobre os muros
quando o que resta 
é o vazio da palavra

sobre o telhado 
escombros maldizem o tempo
e guardam em seus silêncios 
a fúria dos calendários

7 comentários:

António Eduardo Lico disse...

Bela poesia.

Daniel Moreira disse...

Ótimo poema!!!

Abs

Germano Xavier disse...

Minha poetisa dileta.
Dilucular a tez em brasa...
Ave, Delias!

Assis Freitas disse...

um poema que a tudo condensa
perdição, remissão
solidão imensa
a imagem de Chronos
que tudo devora
na vastidão do silêncio


beijo/cheiro poetinha

Primeira Pessoa disse...

Casa bonita, Dani.
Com cheiro de tinta nova.

vim beber o meu cafezim.

beijos,

r.

Adri Aleixo disse...

tão meu esse poema, essa ausência, essa lacuna.

Beijo!

Mauro Maciel disse...

Muito boa. Poesia sensível, abraço!

Postar um comentário