sexta-feira, 10 de maio de 2013

Taças

Google - sem informação de autoria

já volto, vou me inexistir.
no peito, aquela coisa de moer cana.

Nina Rizzi 



no décimo gole da segunda taça
estava o ponto em que desaparecíamos
eu, você, o cheiro do papel de pão

do gosto do gozo imenso, incompreensível
às bocas e risos, à calma, ao filho

depois do décimo gole da segunda taça
tudo ali inexistindo

5 comentários:

Andréia Pires disse...

uma embriaguez - real ou ficcional - melhora a vida da gente num grau...

Assis Freitas disse...

inexistir é uma ciência que se aprende ou se apreende?

p.s. afora isso o diálogo entre as poetas é uma delícia

cheiro/beijo

Primeira Pessoa disse...

um poema de verdade, dani.

Adri Aleixo disse...

Amei!!!

Germano Xavier disse...

um fim: vários começos

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