quinta-feira, 2 de maio de 2013

Vidro

Google - sem informação de autoria


não há cercas nem cárceres
chaves escondidas sob a pedra
fios disfarçados pelos canos

das flores secas sobre a mesa
às marcas dos antigos passos
tudo se vê, transparece

aqui, verdades ferem como ternuras
quando atravessam as paredes de vidro
e irrompem à luz do dia

5 comentários:

António Eduardo Lico disse...

Bela poesia.

Assis Freitas disse...

das coisas silentes que se movem
como peças indecisas sobre a mesa
convergem espumas de esperas
convergem a reentrância do vidro
e a maciez da pedra sobre o olvido

cheiro/cheiro

p.s. desculpe fazer poesia sobre uma poesia tão linda, mas não resisti

Mateus Medina disse...

Ser "feito de vidro" é assim...

bjos

Germano Xavier disse...

Jogatina.
Joga-sina.

Fred Caju disse...

Chegando meio atrasado na sua porta, mas ainda assim entrando sem bater.

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