sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Âncoras

Google - sem informação de autoria
The answer, my friend, is blowin' in the wind
Bob Dylan


há essa palavra aberta

é só uma ferida
um gesto inesperado
de navio contra rochedo

há o corpo e o  silêncio

sobre eles
um peso de âncoras

12 comentários:

Vasco Cavalcante disse...

Como não me apaixonar pela tua escrita? Quantas imagens lindas.... contém, guarda em segredo "essa palavra aberta". Lindo!

Primeira Pessoa disse...

peso do silêncio e deslembrança: âncora, agora.
barco fantasma, som de cordeona com minuano.

isto.

Adri Aleixo disse...

Tão assim... silente.

Beijo, Dani

Fred Caju disse...

Inclusive acho "âncoras" uma palavra tão aberta.

Malu Machado disse...

As ancoras, sempre elas a nos trazer de volta ao porto. Adorei sua poesia. Peço licença para chegar e ficar. Gostaria que visitasse o meu cantinho. Mas se não, vistar, eu volto assim mesmo.

o gato preto de Proust disse...

Ah, as âncoras... belo poema!

J.F. de Souza disse...

NAVEGANTE DE ABISMOS, poema meu:
--------------------
é mais difícil
caminhar
nas cordas bambas
da vida
quando se tem
vertigem

e uma âncora
no peito

Mateus Medina disse...

Âncoras e silêncios se amam...

bjos

Germano Xavier disse...

Nada afunda.

Bessa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Assis Freitas disse...

primeiro com sede
li ânfora
depois desgarrado,
contemplei
o mar ilhado de peso


cheiro/beijo

Bessa disse...

Olá, Daniela!

descubro com agradável surpresa o teu espaço literário.

Poucas vêzes vi o bom-gôsto do design se associar de forma tão harmônica à qualidade literária dos textos.

Minha admiração, abraço.
André

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