domingo, 29 de setembro de 2013

Abismos

Google - sem informação de autoria


os olhos estão fechados
mas avistamos o abismo

as dores mesmas
ainda que belas
estendem-se em fúria

e são como pétalas
e são como bombas
que caíssem
de um céu em chamas


12 comentários:

Andréia Pires disse...

As dores mesmas, sempre elas. Lindo, Dani! :)

Domingos Barroso disse...

de olhos fechados
mesmo com orquídeas
pelas paredes do abismo
a dor é dor e ainda dor...

"e são como pétalas
e são como bombas

que caíssem
de um céu em chamas"

lindo, lindo poema...

beijo carinhoso...

Adri Aleixo disse...

Gostei muito, Dani linda!

Beijo!

Assis Freitas disse...

tão, tão, tão

beijo/cheiro

jorge pimenta disse...

abismos de olhos fechados para certezas e reverberação - beijos com saudades, dani!

Lunna Guedes disse...

E são como pétalas e são como bombas - me fez respirar fundo e fechar os olhos aqui. Belo poema. bacio

Fred Caju disse...

Não vou mentir, hoje vim te ler profanando o espaço: não dei pausa no player aqui (era a última faixa do disco, já estava para acabar e tal...), mas talvez por capricho do acaso, o som que tava tocando não foi esse: http://www.youtube.com/watch?v=H6jcSnT8mrQ

Esse é o alvorecer de tudo que se quer ver
Sem fazer sombra na melhor hora do sol
Eternidade duradoura com sossego então
Melhor que fique assim
(...)
Essa é a janela dos outros em ação
Beijos explodem como bombas ao anoitecer
Brinquedos avançados acendendo o som
Não estaremos dormindo

Primeira Pessoa disse...

sabe o que é mais doido?
a vida tem jeito.
e uma hora a gente esquece que a dor existe, dani.
e uma hora a gente se lembra que a felicidade existe e ela precisa ser exercida, como um direito na constituição.
já dizia o velho rosa, viver é muito perigoso.

beijo meu,
r.

André Foltran disse...

Muito, muito bom.

Germano Xavier disse...

A dor de ser precisar ser de verdade.

Vasco Cavalcante disse...

"como pétalas / como bombas " essa dualidade é demais linda. isso lembra saudade, que ao mesmo tempo que traz a dor pela perda, ausência, distância; suaviza porque se sente o que está longe perto, dentro, pétala...

Na Ponta da Língua disse...

Ler um poema teu é dividir o peso do mundo.

Beijos!

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