sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Madeira

Google - sem informação de autoria

há rumores de que o tempo
devastou paredes e cercas

que a película da noite
não esconde a palidez
das roupas e dos fios

há rumores de que as vidraças
não contêm os motores
tampouco os silêncios

que a madeira cansada
contrai, range, geme
estende aflita os seus nós

há rumores de que os pés
não pesam mais que as partidas

4 comentários:

Adri Aleixo disse...

Sempre muito bom te ler. Beijo!

Fred Caju disse...

Você me convenceu tanto que acreditei em todos os rumores.

Úrsula Avner disse...

Oi querida amiga, um poema intenso e de rara beleza como lhe é peculiar na escrita poética. Bjo.

Germano Xavier disse...

Há sim.

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