domingo, 24 de novembro de 2013

Vertigem

Imagem: Daniela Delias


à minha boca 
pede raízes, arranha-céus

(cola em meu fôlego, 
ele diz, deita no meu peito)

como se toda leveza
pedisse janelas
como se tudo que move
sonhasse vertigens

como se toda poesia
fosse um corpo-pássaro

3 comentários:

Assis Freitas disse...

mergulho sem anteparo
a palavra pede voo


cheiro/beijo

Germano Xavier disse...

Teus poemas pedem ventanas.

Primeira Pessoa disse...

colar no peito.
ter dois corações.
um de cada lado.
um do lado de lá.
outro do lado de cá.

beijo,
r.

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