quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Coyoacán - Parte II

As duas Fridas - Frida Kahlo, 1939
eu sei, Magdalena,
não há outro azul.

lembra quando sua boca
soprava o ar sobre as janelas
e você desenhava portas
para ter de onde se ir?

estou aqui, Magdalena,
e meus pés flanam
como os seus.

deste lado do espelho,
eu escrevo para você.

3 comentários:

Adri Aleixo disse...

Uma sutileza, Dani! Uma perfeição.

Beijo!

Leonardo disse...

São poemas que se acostam com suavidade.
Gostaria de conhecer versos de maior fôlego.

Abraço

Germano Xavier disse...

Conjunto bonito.

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