sábado, 1 de março de 2014

Azulejos


Google - sem informação de autoria


não dançamos aquele blues
nem daquele amor 
(de morrer tambores 
arrebentando o peito)
morremos

ontem reparei nos azulejos
nos respingos de tinta verde
sobre a pedra do alpendre

pensei em comida, correio
no preço do pão e das flores
no sol que lambe minha carne
na cor que cobre meus cabelos

é tão clichê morrer de amor
e nem dançamos aquele blues



Set/2012
Poema reeditado. 

1 comentários:

Germano Xavier disse...

Poema que diz.

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