domingo, 27 de abril de 2014

Roseira

Google - sem informação de autoria

não, eu não olhei
para trás, Orfeu

eu, um corpo
serpenteando
sobre a roseira

uma ave migratória
tocada pelo fogo


3 comentários:

António Eduardo Lico disse...

Bela poesia.
Boa semana.

Lucas - Blog: Overture disse...

Não, não olhar para trás, que tão fatal lhe foi e tão fatal te seria! Vero, não olhar para trás! A rosa é o prêmio da roseira, o espinho é seu custo, serpentear à volta dele é a arte do poeta; alcançar o calor do sol é o prêmio de toda nossa migração. Teu poema é tão belo que Orfeu o receberia entre os seus. Beijossssss

GVX disse...

O simples sublime.

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