quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Navios

Google - sem informação de autoria


dizíamos ossos e pedras
navios de cascos alquebrados
e olhávamos de dentro do nada
com uma clareza furiosa

dizíamos de tal modo que a palavra
parecia a dor verdadeiramente dita

e não porque leve, suaviloquente
o amor deu de nomear as coisas

3 comentários:

Zé Luiz Sykacz disse...

Ô de casa, dá licença, pode entrar?

Bom, achei seu blog meio ao acaso, e fiquei realmente tocado pela beleza de suas poesias. São criações realmente belíssimas, cheias de uma rara delicadeza. Sendo assim, não havia como ter desfrutado de seus escritos e não escrever um agradecimento sincero pelos agradáveis momentos de leitura.

Meus parabéns pelo blog e pelo livro que, aposto, deve ser lindo. Virei fã.

Um abraço.

Primeira Pessoa disse...

com o passar do tempo, o o amor dá de fingir que esquece, dá de fingir de não ser aquilo que jamais deixaria (ou deixará) de ser.

o amor é um camaleão.

Germano Viana Xavier disse...

Ao final, os significados que aborrecem as mansidões.

Postar um comentário