domingo, 7 de dezembro de 2014

A carne



prender-me a um nome, uma ideia
deixar que arranque lentamente meus pelos
sujar as mãos, cravar os dentes
morrer de amor, morrer de amor

arranhar-me, condescendente
como se condenada à roseira
e olhando nos olhos de Chronos
entregar a pedra, não o filho

mas ainda assim
diante da carne clara da que fui
morrer um pouco

2 comentários:

Bípede Falante disse...

Dani, cada vez mais mulher, mais palavra, mais emoção....
Beijos
Helena Terra

Germano Viana Xavier disse...

Mitologia do ser-inteiro.

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