terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Olaria

Imagem retirada do site http://osaberdaterra.blogspot.com.br/


eu falava sobre o amor
rumor de assombro e leveza
palavra plena palavra ausência
o barro antes das mãos

foi quando vi meu avô oleiro
a água compondo a massa 
o fogo contendo a água
as casas tomando forma

eu falava sobre você e o amor
e os olhos de meu avô alfarero
o barro forjado dentro 
o tempo antes das mãos

2 comentários:

Germano Viana Xavier disse...

Avô oleiro, neta mágica de palavras. Com quantos rodopios tudo vira vida?

Primeira Pessoa disse...

Que poema lindo, Dani.
Muito mesmo.

Beijos,

r.

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