sábado, 14 de março de 2015

Bordas

Google - sem informação de autoria


dizer do amor que nada se move
como naquela fotografia:

o lago do dragão, as velhas pontes
um Fuji-Sama de mentira
ardendo pequeno, desacordado
(impossível saber se sorríamos)

dizer, amor, que nada comove tanto
como os carros quando deitam suas luzes
sobre as frestas de um teto lento, insone

é quando tua falta me come
sórdida e vagarosamente
soprando a noite pelas bordas

1 comentários:

Germano Viana Xavier disse...

Como em CEREJEIRAS EM FLOR...

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