quarta-feira, 11 de março de 2015

Garras

Google - sem informação de autoria


dora não sabe do risco vermelho 
no canto da minha boca

não pesa quando anda
não sofre suas garras
não crê que bendigo a casa
beijando a jaula, os demônios

dora, esse risco vermelho
essa dor de papel cortando
o canto da minha boca

mal vê que atravesso a sala
o corpo coberto de chamas


2 comentários:

Primeira Pessoa disse...

dora pressente, dani.

mais um cravo pra mão de Jesus (enquanto for dele, a nossa dor).

beijo grande

r.

Germano Viana Xavier disse...

Ela já deve sentir o peso de seus olhos, a cor de suas curvas, a forma de seus avessos. Até as abstrações realizadas pelo seus silêncios, seres eloquentes.

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