domingo, 20 de setembro de 2015

Sabre

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“... esse rude descobrir-se e procurar-se, 
esse áspero sabor um do outro, sabe como é, o amor.”
Italo Calvino


que me tome os olhos
que me arme os dentes
que me engula aos poucos

o amor
esse leito de pedras
à margem da tua boca
essa língua de sabre
cravada em meus ossos

o amor
esse pássaro


domingo, 6 de setembro de 2015

Espáduas

Google - sem informação de autoria



não é porque escrevo
que se erguem montanhas
ou pétalas caem
vertiginosamente
cobrindo ruas, espáduas

se olhar nos olhos da noite
verá quão selvagem seu silêncio
(e não é porque não escrevo)

aqui, onde dormem os animais
um festim de estrelas mortas
aqui, no escuro, o homem
esta pequena máquina
movida à espera

e algum petróleo