sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Ave

Google - sem informação de autoria



depois daquele janeiro 
ninguém me viu sangrar 
tampouco dizer que a morte
é quem me toma 
o poema mais sutil

talvez a visão inesperada
da coruja sobre a lixeira
a forma como gira a cabeça
como move suas garras
como engole tudo inteiro 

ou a memória de nossos olhos
devolvendo a cada noite 
a mais perfeita escuridão


3 comentários:

Vasco Cavalcante disse...

Lindo poema!

Lucas - Blog: Overture disse...

Que terá sido esse janeiro que absorve assim o sangue e o transforma em poesia? Que terá se dado nele? Que coruja será esta que devolve a noite, mas uma noite consolada, confortada ou, no mínimo, aprendida?
Ah, essa sua poesia, menina... Muito bonita!

Germano Viana Xavier disse...

Não passamos de um alvo na mira do tempo.

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