quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Deuses


Google - sem informação de autoria


é sempre o mesmo poema
este em que digo do amor 
ou outra espécie de orfandade

mas ele pede que eu escreva
ele teme que eu me esqueça
e à semelhança de outros deuses 
se põe a catar serpentes sob meus ossos

é sempre o mesmo poema
que me abre que me quebra que me come 
e nunca nasce

2 comentários:

Primeira Pessoa disse...

é tão bom ver que você domina cada vez mais o mistério das palavras, dani.
e tem bom gosto ao escolhê-las para construir seus colares.

beijo grande

r.

Germano Viana Xavier disse...

Deste nunca nascer... somos todos reféns.
A literatura agradece.

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