quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Inverno


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cortinas segredam desejos
biombos separam silêncios
espelhos saúdam desertos

há casas
que guardam um inverno


Aldeia


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é preciso que o poema
atravesse de vez a noite
e possa enfim dizer das pedras
que eu guardava entre os dedos
e deixei sobre o chão 
de minha aldeia

há tempo que não espero
um céu de delicadezas
sobre os meus ombros
mas neste exato instante
tenho os olhos bem abertos
e o coração perto do fogo

há flores que pedem
um cubo de gelo
em troca de permanência

eu só peço 
alguma sede
alguma sorte
e todo espanto

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Pele


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a verdade
é que meu ombro não comporta
um pássaro negro

já tenho este mapa
tatuado em minhas costas
este céu de linhas vermelhas
este corpo tornado templo
de todo desejo e selvageria

e você sabe:
palavra alguma detém a jaula
palavra alguma impele o voo
palavra alguma alcança a porta

é sempre do olho o último grito